Encontrei-o caído no
chão
Encontrei-o em
lagrimas de olhos cerrados
Encontrei-o envolto
de uma multidão, só não houve quem lhe estendesse a mão
Encontrei-o perdido
entre a morte e a sorte
Encontrei-o estendido
entre os confundidos ébrios, houve quem apenas passasse sem chegar perto
Encontrei-o caído no
chão
Encontrei-o sem
socorro, sem grito, sem apelo, houve quem fosse apenas vê-lo
Encontrei-o despido
da vaidade,
Encontrei-o
desprovido da força que precisava para respirar
Encontrei-o acolhido
pelo nada
Encontrei-o afastado
dos seus entes mesmo antes de partir
Encontrei-o sozinho
Encontrei-o no meu
caminho
Encontrei-o sem amor,
sem o carinho desinteressado que deu a vida inteira sem nada cobrar de volta
Encontrei-o no seu
caminho de volta para o pó de que foi gerado
Encontrei-o
abandonado pela coragem de admitir que era a minha ajuda que ele pedia
Encontrei-o calado
clamando perdão pelos males que ocultava na sua viagem terreste
Encontrei-o no seu
chão, quele que um dia chamei de irmão.
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