Xé muadiê, queres me
confartar
Se te perguntas o que
esse candengue esta a parlar
Não admitir interagir
com diferentes extractos da nossa gente
Confundir o indigente
com delinquente
Na minha bandula
ninguém se borra, se maias viras burracho
Me perguntas o que
acho
Se eles criam
pretuguês é porque não têm vez
Eles falam burguês
não os entendes
Candengue é criança
muitas vezes sem esperança
Mas banzela no futuro
Batalha e tenta achar
um furo
Manteigar é esperar
uma chance de vencer os caenhe que lhes privam de tudo
Quibeu é um pão que
quase sempre lhes falta á mesa
Pronunciar com água
na boca sem provar tal pitéu
Somos tropas sem
farda numa guerra entre o gueto e a elite
De igualdades
ofuscadas pelas diferenças sociais
Num limite entre a
poeira e o betão
Sambila ou panguila
Sem rua nem travessa
minha bonda é no zengá
Quem nos curte é brada
se não dá sangue é magala
Suar o mbila é
sacrificar a cada dia a força que nos resta para uns trocos agarrar
Fezada é o que se dá para escapar a molestação
dos meliantes
Um pica para asfixiar
as malambas da vida
Mas se te pinam vás
pro cuzo.
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