sexta-feira, 9 de maio de 2014

“Decifrar “



Xé muadiê, queres me confartar
Se te perguntas o que esse candengue esta a parlar
Não admitir interagir com diferentes extractos da nossa gente
Confundir o indigente com delinquente
Na minha bandula ninguém se borra, se maias viras burracho
Me perguntas o que acho
Se eles criam pretuguês é porque não têm vez
Eles falam burguês não os entendes
Candengue é criança muitas vezes sem esperança
Mas banzela no futuro
Batalha e tenta achar um furo
Manteigar é esperar uma chance de vencer os caenhe que lhes privam de tudo
Quibeu é um pão que quase sempre lhes falta á mesa
Pronunciar com água na boca sem provar tal pitéu
Somos tropas sem farda numa guerra entre o gueto e a elite
De igualdades ofuscadas pelas diferenças sociais
Num limite entre a poeira e o betão
Sambila ou panguila
Sem rua nem travessa minha bonda é no zengá
Quem nos curte é brada se não dá sangue é magala
Suar o mbila é sacrificar a cada dia a força que nos resta para uns trocos agarrar
 Fezada é o que se dá para escapar a molestação dos meliantes
Um pica para asfixiar as malambas da vida

Mas se te pinam vás pro cuzo.

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