segunda-feira, 4 de março de 2013

“TEMPESTADE”

Não me deixo levar pelo vento
É pelo tormento o meu lamento
Trago em mente o último sol que brilhou ardente
Nos brozeava ee acariciava levemente
Ainda sobra o que surgiu daquele de repente
Que nem o arco ires se atreviu atravessar o céu
Foi tão grande a tempestade que o monte derreteu
Serpenteou na terra rasgos
Sentenciou morte e com lagrimas fez lagos
Despiu o verde dos campos lavrados a suor de enchada
Deixou-nos famintos, inundou nossas casas deixando-nos na calçada
Pedi que parasse, pedi que não os levasse
Pedi que não os matasse, teimaste
Curvei-me a ti e fiz preces
Banhe sim a terra
Dai-nos sustento e não nos faça guerra.

“A ARMA DO PIONEIRO”


Risca caneta
Arrisca minha vida, desabafa na cra do careta
Risca caneta
Enfeita de belas e singelas letras esta carta a minha neta
Risca caneta
Fala-lhe um pouco um pouco de nós, conte aquele meu sonho de ser atleta
Risca caneta
Na nossa terra de ver, ouvir e calar ou ele nos mata
Risca caneta
O descontentamentom deste mau comportamento e que ninguém se manifesta
Risca caneta
Para acordar e abrir os olhos e não só, a boca dessa gente que pensa que avida é
Só festa
Risca caneta
Risca para arriscar com quem quer petiscar um sonho artista
Risca caneta
Contos e acontecimentos, faz capa de revista
Risca caneta
O meu nome na lista daqueles que lutam por mudanças, revolução e conquista.

“VIDA EMPRESTRADA”


Passa o tempo sem parar nem esperar
A caminhar para o infinito diz para avançar
Grande o universo nosso berço
Para tão curta vida de morte sem regresso
Emociona o surgir da vida nos ventres
Impressiona a morte rugir em busca de nossos entes
Como rio que desce e nuvem que passa marchando
Passam os gostos do bem e mau momento
O hoje, o ontem que vivemos
Vai ser história para os que aqui ficarem tentando
Cai chuva e banha a alma, arde sol incendeia paixões
Despara sangue fervente do coração, sorrimos, choramos, saltamos,
Brincamos, amamos, sentimos que ainda há vida é só descobrir do tempo
O lençol
Cansados com o peso da idade
É chegado o inevitavel m há que se dar de volta o sopro de vida emprestada e ai não
Há espaço para vaidade
Por medo, emoção ou imcompreensão no instante, todos charam até os que nos são
Distantes.
Mãe é mãe e Pai é pai, de quem é a culpa!

Tanto zombaram de mim os que achavam-me baixa por ser apenas doméstica sem me

 valorizar.

Todos se riram de mim quando carregava minha enorme barriga onde te transportava
 
 enquanto o tempo te transformava.

Èèèè carapau, chega no carvão, arreio arreió na fuba…uns pagam outro nem por isso,

ainda há os que nos espancam por nossa forma honesta de vos sustentar e tentar dar-vos o

que nunca tivemos, escolas dignas, uma casa com pão a mesa todos os dias mesmo que

fosse só pão.

Tanto os suportamos em tempos idos, calávamos mesmo estando certas, cantávamos para

 abafar nosso choro, todos tinham vez e voz menos nós …nossos grandes feito nunca

reconhecidos, geradoras da vida, promotoras do bem comum, pedra angular da sociedade
.
Hoje eu não fico em casa, se sairés por uma porta saiu por outra, sento-me lado a lado

 contigo, disputo teu cargo sou deputada, ministra e Presidente, outrora fui combatente na

 luta pela igualdade e veja o que consegui tu me forçaste a abandonar meu posto
,
 perderam-se os princípios quebraram-se as base, aquela mãe domestica sempre fiel ao seu

 propósito morreu e a sociedade adoeceu, mais do que isso espere até ver nas próximas

 gerações a nova mulher passar num bruto carrão quase sem pisar o chão.

Perdeste o norte, mas também sul , leste e nem percebeste , soubeste rever o que perdeste

 e como o perdeste já descobriste…Agora que chegou a minha vez solto a minha voz, viva

 a igualdade do género e abaixo a promiscuidade.

Crónica


Devo confessar que as vezes me sinto refém de mim mesmo,
 sinto-me preso a minha personalidade, me desanimo,
sinto a força a abandonar-me a alegria deixar lugar para a tristeza
e vou até ao fundo de mim tentar encontra uma razão para não
desistir e mesmo sem saber porque, me ergo e volto a luta,
a esperar que se desmistifique e se clarifique a ideia de estar vivo
por uma boa razão que qualquer saber desconhece.
Persiste a dúvida e a incerteza se é por nós ou por alguém que vivemos,
quem não tem nada a perder a vida pouco interessa e a morte o não ameaça.
...bom é nesse instante que eu desperto como de um sono profundo,
para o meu mundo onde apenas vivemos sem saber como nem porque,
se calhar na esperança de perceber porque vivemos ou morremos.
A sensação de uma inteligência medíocre limitada
pelos olhos de ver, a razão lógica de perceber apenas
o real e factual, se minha mão não toca não existe,
só existe o que me toca mesmo que for só um sentimento
sem imagem nítida, se não pedimos para nascer nem
escolhemos quando morrer então é emprestada essa
vida que a uns tudo oferece e a outros só aborrece.
Quem não merece, que não nascesse…
o objectivo da criação não é procriação e diversão e felicidade
 na tua ou na minha cidade sem limites de idade,
vida emprestada cada um assina um contrato
as cegas e quando cá chega o já não enxerga e surge a velha questão:
de onde viemos e para onde vamos?