segunda-feira, 4 de março de 2013

Mãe é mãe e Pai é pai, de quem é a culpa!

Tanto zombaram de mim os que achavam-me baixa por ser apenas doméstica sem me

 valorizar.

Todos se riram de mim quando carregava minha enorme barriga onde te transportava
 
 enquanto o tempo te transformava.

Èèèè carapau, chega no carvão, arreio arreió na fuba…uns pagam outro nem por isso,

ainda há os que nos espancam por nossa forma honesta de vos sustentar e tentar dar-vos o

que nunca tivemos, escolas dignas, uma casa com pão a mesa todos os dias mesmo que

fosse só pão.

Tanto os suportamos em tempos idos, calávamos mesmo estando certas, cantávamos para

 abafar nosso choro, todos tinham vez e voz menos nós …nossos grandes feito nunca

reconhecidos, geradoras da vida, promotoras do bem comum, pedra angular da sociedade
.
Hoje eu não fico em casa, se sairés por uma porta saiu por outra, sento-me lado a lado

 contigo, disputo teu cargo sou deputada, ministra e Presidente, outrora fui combatente na

 luta pela igualdade e veja o que consegui tu me forçaste a abandonar meu posto
,
 perderam-se os princípios quebraram-se as base, aquela mãe domestica sempre fiel ao seu

 propósito morreu e a sociedade adoeceu, mais do que isso espere até ver nas próximas

 gerações a nova mulher passar num bruto carrão quase sem pisar o chão.

Perdeste o norte, mas também sul , leste e nem percebeste , soubeste rever o que perdeste

 e como o perdeste já descobriste…Agora que chegou a minha vez solto a minha voz, viva

 a igualdade do género e abaixo a promiscuidade.

Sem comentários:

Enviar um comentário