Mãe é mãe e Pai é pai, de quem é a culpa!
Tanto zombaram de mim os que achavam-me baixa por ser apenas doméstica sem me
Tanto zombaram de mim os que achavam-me baixa por ser apenas doméstica sem me
valorizar.
Todos se riram de mim quando carregava minha enorme barriga onde te transportava
enquanto o tempo te transformava.
Èèèè carapau, chega no carvão, arreio arreió na fuba…uns pagam outro nem por isso,
ainda há os que nos espancam por nossa forma honesta de vos sustentar e tentar dar-vos o
que nunca tivemos, escolas dignas, uma casa com pão a mesa todos os dias mesmo que
fosse só pão.
Tanto os suportamos em tempos idos, calávamos mesmo estando certas, cantávamos para
abafar nosso choro, todos tinham vez e voz menos nós …nossos grandes feito nunca
reconhecidos, geradoras da vida, promotoras do bem comum, pedra angular da sociedade
.
Hoje eu não fico em casa, se sairés por uma porta saiu por outra, sento-me lado a lado
Hoje eu não fico em casa, se sairés por uma porta saiu por outra, sento-me lado a lado
contigo, disputo teu cargo sou deputada, ministra e Presidente, outrora fui combatente na
luta pela igualdade e veja o que consegui tu me forçaste a abandonar meu posto
,
perderam-se os princípios quebraram-se as base, aquela mãe domestica sempre fiel ao seu
propósito morreu e a sociedade adoeceu, mais do que isso espere até ver nas próximas
gerações a nova mulher passar num bruto carrão quase sem pisar o chão.
Perdeste o norte, mas também sul , leste e nem percebeste , soubeste rever o que perdeste
e como o perdeste já descobriste…Agora que chegou a minha vez solto a minha voz, viva
a igualdade do género e abaixo a promiscuidade.
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